31 agosto 2011

Pequeño Vals

Would you mind if I just sit down here?
And watch you dance that waltz
It brings faith just to see
What the people can be
With the pattern and the glass of bubbles, you…

Go round and round and round
Round and round

Who can tell if the colours I see
Are the same for you and me?
Who can say if the scent that I smell
Is the same for both of us?

So would you mind if I just sit down here?
And watch you dance that waltz
Think its faith just to see
What the people can be
With the pattern and the glass of bubbles, you…

Go round and round and round
Round and round

Your steps draw the Milky Way
I see stars glowing in your footsteps

And would you mind if I just sit down here?
And watch you dance that waltz
Cus’ it gives faith just to see
What the people can be given apart and
And the glass of bubbles, you…

Go round and round
Round and round, round

Welting a milkyway for me

Flown and round, round and round

Welting a milkyway for me

Round and round, round and round

Welting a milkyway for me


Marlango

06 novembro 2009

partir é fácil. ficar é que custa.

03 novembro 2009

o dia em que não se volta a Buenos Aires, é o princípio ou o fim?

07 maio 2008

Na vida moderna falha-nos a poesia. Com sorte, ou bons governos, compensam-nos com bons sistemas de saúde públicos. Do lado de lá da vida. Nos hospitais, és outra coisa qualquer. Um ser humano? Sim, mas não. És valores de tensão, graus, sangue. És arrastadeiras, vómito, hemorragias, uma possibilidade de qualquer coisa. Num bom sistema de saúde bastam-te duas consultas, e em menos de dois meses operam-te. És uma pessoa, riem-se de ti, contigo, mesmo que não haja uma língua comum.

Na vida moderna sobra-nos a prosa. Com azar, ou maus governos, amaldiçoam-nos com maus sistemas de saúde. Do ladode cá da vida. Nos hospitais, não és. Humano? Não, cores. Amarelo, laranja, vermelho. Um número. Uma data, daqui a três meses. Para o diagnóstico. Urgente? Urgente é morrer, tiros, facadas, acidentes de viação, ossos partidos, traumatismos.
Num mau sistema de saúde, dizem que só te tratam se estiveres para morrer.

06 maio 2008

Agricultora, no Afeganistão - alguém conhece?


O Blogger arranjou-me uma nova ocupação e uma nova morada: agricultura no Afeganistão.
Porque não? O meu objectivo de vida para os próximos dois anos, leia-se até aos meus 30, é viajar pelos cinco continentes, fazer o que quiser, viver daquela maneira que toda a gente e o bom senso (incluindo o meu) apelidam de louca e sem futuro.

Deixo os meus livros, os únicos bebés depois da morte do Linus, com vári@s babysitters, e vou, com a gaja, por aí, como se não houvesse amanhã. Começando, como aconselha o primeiro livro de viagens prolongadas que li, por um ambiente similar a este, e viajando, viajando, viajando mais longe na diferença. Não começar pelo mais distante, pelo confronto directo, que é mais fácil rejeitar em bloco. Progredir no caminho da diferença para a incorporar, aprender com ela, integrá-la em nós. Tatuar a viagem na identidade própria.

Sim, um dia será o Afeganistão. Profeta Blogger!

17 outubro 2007

Dúvida existencial

O jogo começa.
Tens de pôr cartas em cima da mesa.
Quais guardas para o fim?

16 outubro 2007

Untitled 305, Cindy Sherman, 1994

09 outubro 2007

o tempo que temos é o tempo que roubamos

08 outubro 2007

Caça

Dou o pescoço a morder. Mordem-mo. O sangue sai, mas a febre não. A lua cheia reclama-me, atiça-me o faro, cheiro a carne no infinito da noite. Mas não ataco. Dou, em vez disso, o pescoço a morder.

12 setembro 2007

Urban art


Numa scooter em Paris

06 setembro 2007

dancing queen

- e para mim, por mais que tente imaginar uma miúda a dançar, pá, não dá. para mim, a dancing queen é sempre um ele na minha cabeça, sempre, sempre, um miúdo de dezasseis a descobrir-se paneleiro, a euforia, o momento entre o paraíso e o inferno.

- entre o paraíso e o inferno?

- sim, a euforia da descoberta, a vertigem, a aventura, o mundo todo a abrir-se de repente. isso é o paraíso. o inferno são os outros, quando os outros descobrem, e subitamente a luz torna-se escuridão, a melodia silêncio, cala-se a música, começam os insultos. a dancing queen é esse tempo que medeia.

21 junho 2007

tenho um pavor de morte de certas palavras. mas uso-as mesmo assim.

19 junho 2007

suspende do tempo a respiração, mantém os olhos abertos enquanto mergulhas em direcção ao abismo. a derrota do medo é o prémio para quem ousa a queda, a morte, o dano permamente, as cicatrizes.
vem
vem devagar
fingir que é possível
que o amor é possível