08 julho 2011
06 novembro 2009
04 agosto 2009
30 junho 2009
07 maio 2008
Na vida moderna falha-nos a poesia. Com sorte, ou bons governos, compensam-nos com bons sistemas de saúde públicos. Do lado de lá da vida. Nos hospitais, és outra coisa qualquer. Um ser humano? Sim, mas não. És valores de tensão, graus, sangue. És arrastadeiras, vómito, hemorragias, uma possibilidade de qualquer coisa. Num bom sistema de saúde bastam-te duas consultas, e em menos de dois meses operam-te. És uma pessoa, riem-se de ti, contigo, mesmo que não haja uma língua comum.
Na vida moderna sobra-nos a prosa. Com azar, ou maus governos, amaldiçoam-nos com maus sistemas de saúde. Do ladode cá da vida. Nos hospitais, não és. Humano? Não, cores. Amarelo, laranja, vermelho. Um número. Uma data, daqui a três meses. Para o diagnóstico. Urgente? Urgente é morrer, tiros, facadas, acidentes de viação, ossos partidos, traumatismos.
Num mau sistema de saúde, dizem que só te tratam se estiveres para morrer.
Na vida moderna sobra-nos a prosa. Com azar, ou maus governos, amaldiçoam-nos com maus sistemas de saúde. Do ladode cá da vida. Nos hospitais, não és. Humano? Não, cores. Amarelo, laranja, vermelho. Um número. Uma data, daqui a três meses. Para o diagnóstico. Urgente? Urgente é morrer, tiros, facadas, acidentes de viação, ossos partidos, traumatismos.
Num mau sistema de saúde, dizem que só te tratam se estiveres para morrer.
06 maio 2008
Agricultora, no Afeganistão - alguém conhece?

O Blogger arranjou-me uma nova ocupação e uma nova morada: agricultura no Afeganistão.
Porque não? O meu objectivo de vida para os próximos dois anos, leia-se até aos meus 30, é viajar pelos cinco continentes, fazer o que quiser, viver daquela maneira que toda a gente e o bom senso (incluindo o meu) apelidam de louca e sem futuro.
Deixo os meus livros, os únicos bebés depois da morte do Linus, com vári@s babysitters, e vou, com a gaja, por aí, como se não houvesse amanhã. Começando, como aconselha o primeiro livro de viagens prolongadas que li, por um ambiente similar a este, e viajando, viajando, viajando mais longe na diferença. Não começar pelo mais distante, pelo confronto directo, que é mais fácil rejeitar em bloco. Progredir no caminho da diferença para a incorporar, aprender com ela, integrá-la em nós. Tatuar a viagem na identidade própria.
Sim, um dia será o Afeganistão. Profeta Blogger!
17 outubro 2007
16 outubro 2007
09 outubro 2007
08 outubro 2007
Caça
Dou o pescoço a morder. Mordem-mo. O sangue sai, mas a febre não. A lua cheia reclama-me, atiça-me o faro, cheiro a carne no infinito da noite. Mas não ataco. Dou, em vez disso, o pescoço a morder.
07 outubro 2007
12 setembro 2007
06 setembro 2007
dancing queen
- e para mim, por mais que tente imaginar uma miúda a dançar, pá, não dá. para mim, a dancing queen é sempre um ele na minha cabeça, sempre, sempre, um miúdo de dezasseis a descobrir-se paneleiro, a euforia, o momento entre o paraíso e o inferno.
- entre o paraíso e o inferno?
- sim, a euforia da descoberta, a vertigem, a aventura, o mundo todo a abrir-se de repente. isso é o paraíso. o inferno são os outros, quando os outros descobrem, e subitamente a luz torna-se escuridão, a melodia silêncio, cala-se a música, começam os insultos. a dancing queen é esse tempo que medeia.
- entre o paraíso e o inferno?
- sim, a euforia da descoberta, a vertigem, a aventura, o mundo todo a abrir-se de repente. isso é o paraíso. o inferno são os outros, quando os outros descobrem, e subitamente a luz torna-se escuridão, a melodia silêncio, cala-se a música, começam os insultos. a dancing queen é esse tempo que medeia.
19 junho 2007
07 junho 2007
Máscara
Recorto pedaços. Pedaços de muitas pessoas. Depois colo esses pedaços ao meu rosto. Quase ninguém distingue da pele o papel.
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